UMA NOITE DE AMOR
A noite era ainda uma criança quando, sentado à mesa de um bar, acompanhado apenas pelos meus pensamentos sem sequer saber o que procurava, ou mesmo, porque havia escolhido aquele local, eu a vi em uma mesa próxima à minha acompanhada de alguns amigos. Não, ela não era a mais bela daquela mesa ou mesmo do local onde me encontrava, porém, algo incompreensível, prendia meu olhar sobre ela. A princípio, notando que a admirava, mostrou-se inibida, meio que sem jeito, e procurando não me notar, conversava alegremente com seus amigos. Entretanto, a atração recíproca que nos tomou, não permitia que nossos olhares vagassem, como que perdidos, por aquele espaço em que nos encontrávamos. E então, sem mesmo perceber, de repente, nossos olhares pareciam despir nossos corpos. Eu a desejava de todas as formas e sabia que ela também me desejava. Em determinado momento, ao som de uma música perfeita para aquele momento, a tirei para dançar.
Minhas mãos, ao tocarem seu corpo tremiam. Seus olhos, bem próximos aos meus, não me deixaram ver, naquele momento, seus lábios trêmulos, mas, podia sentir o suor em suas mãos.
E assim, de forma inexplicável, loucos de desejos e paixão, nossos corpos se colaram e começamos a dançar. Não havia, para nós, mais ninguém naquele local. Havia apenas eu, ela e o desejo. Falar algo para ela era impossível, pois, meu olhar, meus gestos, minhas mãos acariciando seu rosto, seus cabelos falavam por mim. Ela, por sua vez, através dos seus braços em volta ao meu pescoço, seu corpo colado ao meu e, seus lábios tocando meu rosto, me diziam tudo o que poderia ser dito. Então, simplesmente, ignorando a tudo e a todos, nos beijamos. Nossas línguas se possuíram, nossos corpos se tocaram com malícia, nossas mãos, juntas, nos levaram às estrelas. E assim, quando a noite já não era mais tão criança, em um local ao qual resolvemos chamar de nosso, nos possuímos. Seu sabor era de mel, seu cheiro uma mistura de aromas florais, sua pele macia, como se pétalas de rosas fosse, permitia que minhas mãos deslizassem pelo seu corpo. Entregamos-nos, por inteiro. Sem pudor, sem hipocrisia, vivemos nossas fantasias e satisfizemos nossos desejos mais profundos. Quando então a noite se fez o amanhecer, nos amamos como se fosse a última vez e, foi realmente a última vez. Nunca mais nos vimos e hoje, ao lembrá-la, a chamo apenas de eterna paixão. (galeão)
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
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