sábado, 26 de julho de 2008

A QUEM EU AMO

Angústia, que sentimento é esse que,

sem causa ou motivo, de forma sorrateira, se instalou em meu peito e,como uma bomba ao explodir atinge não só a mim, mas, também você a quem tanto amo?

Ao contrário da tristeza e da alegria, do amor e do ódio, da lágrima e do sorriso, quem é ele que, de origem totalmente desconhecida, independe da minha própria vontade e daquilo que realmente esteja sentindo?

Que ao se manifestar, me faz sentir o mais solitário dos homens e, tirando o meu chão, deixa-me perdido dentro do meu próprio eu?

Que sentimento é este que não me permite falar sobre ele e, quando tento, me faz parecer com tudo o que não sou?

Minha amada perdoe-me se não tenho a capacidade de vencê-lo. Perdoe-me se não consigo lhe falar sobre ele. Perdoe-me em culpá-la por aquilo que não tens culpa. Perdoe-me, amada, por ser covarde ao ponto de neste momento não conseguir simplesmente lhe dizer: Eu te amo. (Ari Galeão)

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